Apple: outro recorde trimestral, mas estoque perde 4% em Wall Street

Ainda gravamos nĂșmeros para a Apple. O quarto trimestre fiscal da empresa Cupertino, encerrado em 29 de setembro, registrou um faturamento de 62,9 bilhĂ”es de dĂłlares. Um salto adiante de 20% em comparação com o mesmo perĂ­odo de 2017. O lucro lĂ­quido (14,13 bilhĂ”es de dĂłlares) cresceu 32%, o lucro por ação em 41%. Wall Street, no entanto, parece incerto, com o tĂ­tulo que terminou ontem no negativo e atualmente perdem cerca de 4%.

Os iPhones sĂŁo confirmados, pela enĂ©sima vez, o negĂłcio principal. Nos trĂȘs meses examinados, foram vendidos 46,89 milhĂ”es, mais ou menos o mesmo nĂșmero do quarto trimestre de 2017 (46,67 milhĂ”es). Enquanto isso, no entanto, o preço mĂ©dio desses smartphones aumentou 28%, situando-se em US $ 793 em comparação aos US $ 750,78 esperados. Isso inevitavelmente teve um impacto positivo na rotatividade e nos lucros, e nĂŁo Ă© coincidĂȘncia que a Apple agora esteja aplicando essa estratĂ©gia a grande parte de seus produtos de hardware.

As vendas do iPad e do Mac sofreram uma leve contração: 9,69 milhĂ”es de comprimidos, em comparação com 10,32 no quarto trimestre de 2017; 5,29 milhĂ”es de computadores, ante 5,38 milhĂ”es no mesmo perĂ­odo do ano passado. Surpreender, no entanto, Ă© a categoria “outros produtos”, que inclui os vĂĄrios dispositivos Apple Watch, HomePod, Apple TV, AirPods e da marca Beats, cuja receita total aumentou 31%.

Apesar desses nĂșmeros, apĂłs a divulgação dos resultados trimestrais, as açÔes da Apple venderam 6,5% para Wall Street. Ao reabrir esta manhĂŁ, houve vĂĄrias flutuaçÔes positivas e negativas e atualmente perde 4%. Os investidores parecem incertos quanto ao que serĂŁo os negĂłcios da empresa Cupertino e, apĂłs uma inspeção mais minuciosa, existem alguns elementos que devem convidar Ă  reflexĂŁo.

Primeiro, as vendas de dispositivos diminuĂ­ram em comparação ao que aconteceu hĂĄ muito tempo. NĂŁo Ă© por acaso que o preço mĂ©dio do mesmo estĂĄ crescendo, o sentimento Ă© que a Apple quer aumentar a margem para compensar volumes mais baixos. Entre outras coisas, a partir do prĂłximo trimestre fiscal, a empresa Cupertino – atravĂ©s de seu CFO Luca Maestri – anunciou que os dados de vendas do iPhone, iPad e Mac nĂŁo serĂŁo mais fornecidos, decisĂŁo que de alguma forma poderia apoiar a hipĂłtese em questĂŁo.

A tudo isso, deve-se acrescentar a cautela de Tim Cook em relação Ă  tendĂȘncia durante o perĂ­odo do Natal, dadas algumas questĂ”es crĂ­ticas nos paĂ­ses emergentes. E ainda hĂĄ a questĂŁo dos serviços, que de alguma forma sugere como a empresa Cupertino estĂĄ trabalhando para mudar seus negĂłcios, ainda muito ancorada nas vendas dos dispositivos: iCloud, Apple Care e Apple Music alcançaram um US $ 10 bilhĂ”es na receita do quarto trimestre de 2018, o mais alto jĂĄ registrado.

Em suma, existem vårias frentes abertas. De qualquer forma, no ano fiscal de 2018, a Apple gerou uma receita de US $ 265,6 bilhÔes, em comparação com lucros de US $ 59,5 bilhÔes. Mais uma vez, somos confrontados com uma realidade que, financeiramente, não tem igual no setor de eletrÎnicos de consumo.