Com que frequĂȘncia vocĂȘ publica sua localização?

Eu raramente coloco meu site nas mĂ­dias sociais. E se eu quiser fazer upload de uma foto de uma viagem, normalmente a coloco de volta no tempo. A primeira razĂŁo Ă© que, enquanto estou fora (seja uma caminhada ou uma viagem), tento aproveitar o momento.

Se Ă© possĂ­vel desligar o celular, melhor ainda, nĂŁo lidar constantemente com ele. Lembra da loucura que pegou os usuĂĄrios do Foursquare, que todos colocam onde estĂŁo, se tornaram prefeitos e nĂŁo sei mais o que? Isso tambĂ©m passou, mas, em geral, vejo uma forte tendĂȘncia para comunicar o local.

Com que frequĂȘncia vocĂȘ publica sua localização?

A segunda razĂŁo Ă© que acho que “meus amigos” nĂŁo precisam saber onde estou no momento. Se Ă© tĂŁo importante por algum motivo, envio as fotos em mensagens pessoais.

No entanto, o local em que estamos Ă© um dos recursos mais importantes da tecnologia de hoje e de amanhĂŁ.

Com base em nossa localização, a tecnologia se adapta a nĂłs, se torna mais Ăștil, adquire sua prĂłpria inteligĂȘncia.

Nas aplicaçÔes avançadas, dependendo da nossa localização, podemos encontrar, mesmo em um local desconhecido, onde ele tem o melhor café, onde ele tem um supermercado ou qual é o posto de gasolina mais próximo.

Por exemplo, a tecnologia Quadrangular é tão avançada que não precisamos fazer notificaçÔes. O software sabe (via GPS, Wi-Fi e Bluetooth) exatamente onde estamos, se estamos no café ou apenas andando na calçada. Outro aplicativo iOS, Dark Sky, envia uma notificação assim que chove, dependendo de onde estamos.

O Google Now, para Android, pega seu cartĂŁo de embarque assim que vocĂȘ chega ao aeroporto e informa onde fica o quadro de avisos de voo.

No entanto, nĂŁo resisto Ă  tentação o tempo todo. Às vezes eu desisto (e felizmente), especialmente quando o momento Ă© profissional.

Afinal, nĂŁo esquecemos que no Facebook e em outras mĂ­dias sociais nĂŁo colocamos nada que nĂŁo estivesse na primeira pĂĄgina de um jornal se queremos proteger nossa privacidade.

Mas quanto disso estamos dispostos a desistir? O que revelamos sobre nĂłs mesmos? A quem damos a histĂłria de nossas vidas?

Todos os Ăłtimos aplicativos acima lembram o que fizemos e o vendemos aos anunciantes.

E se a maioria de nĂłs aprendeu a conviver com o marketing direcionado enquanto navega, por exemplo, nĂŁo temos controle sobre onde os dados podem ir. EstĂĄ no banco, digamos? Ou no escritĂłrio de impostos (o que ela faz nas lojas porque nĂŁo tem dinheiro)?

Um estudo recente da Universidade Carnegie Mellon mostrou que a localização de um usuĂĄrio Ă© registrada pelos aplicativos que ele usa em mĂ©dia 10.000 vezes por mĂȘs.

Com que frequĂȘncia vocĂȘ publica sua localização?

Se esses dados são combinados com os que armazenamos na nuvem de computação, absolutamente nada em nossas vidas é deixado para a imaginação. Estå tudo à luz, sem interceptar telefonemas ou e-mails.

Obviamente, existe a solução para desativar o GPS, Wi-Fi e 3G e nunca usar aplicativos que nos localizem. É isso mesmo, para esconder, de certa forma.

Escolhemos e aceitamos, dependendo do nosso carĂĄter e necessidades. Assim como vocĂȘ pode estar cansado de ouvir, informe-nos pelo menos o que estĂĄ acontecendo para que possamos decidir por nĂłs mesmos.

Fonte: efsyn.gr