Professor de Direito no fen√īmeno do cibercrime

cyberatt O livro trata da imposi√ß√£o de regras legais no vasto ciberespa√ßo “A responsabilidade dos provedores de Internet”, do Professor de Direito, George N. Giannopoulos, publicado pela Biblioteca Jur√≠dica.

Trata-se de derrubar a imunidade com a legisla√ß√£o moderna sobre comunica√ß√Ķes eletr√īnicas, a prote√ß√£o de dados pessoais, o sigilo de comunica√ß√Ķes e propriedade intelectual. Este √© um estudo jur√≠dico do crime cibern√©tico: <‚Ķ>

Difama√ß√£o e insultos em blogs, perfis falsos e chantagem em sites de redes sociais, upload de c√≥pias ilegais de filmes e m√ļsica, ass√©dio digital, tr√°fico de pornografia infantil. O autor, que √© advogado em Atenas e ensina Direito em Inform√°tica na Law, um bolsista da Universidade de Londres, com doutorado em novas tecnologias e conhecimento em computa√ß√£o, destaca desde o in√≠cio as dificuldades envolvidas no esfor√ßo do Estado para impor uma classe justa. esse vasto sistema como intermedi√°rios na circula√ß√£o de informa√ß√Ķes √© inumer√°vel. Existem provedores de acesso cl√°ssico (ISPs) e provedores de host, mecanismos de pesquisa (Google, Yahoo), redes sociais (Facebook, Myspace), enciclop√©dias online (Wikipedia), sites de filmes digitais (Youtube), blogs, jogos online (Second Life, World of Warcaft), sites de mensagens curtas (Twitter) etc.

O cap√≠tulo introdut√≥rio explora a natureza problem√°tica da responsabilidade dos intermedi√°rios da Internet por conte√ļdo ilegal e prejudicial e aborda a import√Ęncia crucial da media√ß√£o na preven√ß√£o e dissuas√£o, explicando que prefere essa terminologia t√©cnica em ingl√™s ao conceito geral de “internet”. . No primeiro cap√≠tulo, ele analisa a jurisprud√™ncia que surgiu nos primeiros anos da m√≠dia, especialmente nos Estados Unidos. O segundo cap√≠tulo discute a isen√ß√£o de responsabilidade dos intermedi√°rios estabelecida pela Diretiva 2000/31 sobre com√©rcio eletr√īnico. No terceiro cap√≠tulo, examina as interven√ß√Ķes legislativas subsequentes que, diferentemente da diretiva, limitam a isen√ß√£o de responsabilidade. No quarto cap√≠tulo, ele expressa opini√Ķes sobre a elimina√ß√£o de conflitos de direitos fundamentais com base nas solu√ß√Ķes dadas pelos tribunais.Ele enfatiza que a atividade criminosa nesse novo espa√ßo est√° aumentando constantemente, uma vez que, de acordo com o Centro Hel√™nico de Internet Segura, cerca de 8 s√£o relatados na Gr√©cia. incidentes por dia. Destes, 21% s√£o abuso infantil e pornografia, 34% s√£o racismo, xenofobia, insultos e difama√ß√£o, 19% s√£o viola√ß√Ķes de dados pessoais e roubo de identidade e 26% s√£o fraudes financeiras. Abordando a quest√£o complexa do tipo de responsabilidade de cada fornecedor, o autor enfatiza que n√£o pode haver uma abordagem dogm√°tica √ļnica: ‚ÄúDesde os primeiros passos da Internet, percebeu-se que os intermedi√°rios n√£o podem ser responsabilizados igualmente pelos editores tradicionais, nem podem correio √© respons√°vel pela mensagem “. Indicativamente, ele afirma que o Google, nos termos gerais da transa√ß√£o, se refere √† lei da Calif√≥rnia e nomeia os tribunais do condado de Santa Clara competentes, enfatizando, em um texto em grego, que “voc√™ e o Google concordam com a jurisdi√ß√£o pessoal desses tribunais”. O Facebook e o Youtube se referem de forma id√™ntica √† mesma lei, mas com texto em ingl√™s. Yahoo com texto grego refere-se √† lei inglesa. A vers√£o grega da Wikipedia refere-se a um texto grego em termos em ingl√™s, para o qual n√£o estipula lei, mas h√° uma cl√°usula de aviso informando que o conte√ļdo √© armazenado em um computador no estado da Fl√≥rida, EUA.

De particular interesse s√£o os processos judiciais que mostram as peculiaridades dessa √°rea, mas tamb√©m a subjetividade dos ju√≠zes e a moral das comunidades locais: em um dos primeiros julgamentos nos Estados Unidos, o editor da conhecida revista Playboy conseguiu condenar o carteiro. informa√ß√Ķes sobre viola√ß√£o de direitos autorais, devido ao upload de c√≥pias das fotos da revista pelos assinantes da publica√ß√£o. O administrador alegou que ele n√£o era respons√°vel por n√£o ter conhecimento da atividade ilegal e, em qualquer caso, havia removido o conte√ļdo ilegal. No entanto, um tribunal da Fl√≥rida decidiu a favor da viola√ß√£o direta de direitos autorais, porque “inten√ß√£o ou conhecimento n√£o √© um elemento de viola√ß√£o; mesmo o infrator inocente √© respons√°vel”!

Outro caso: um casal adulto estava ocupando um cargo na Calif√≥rnia. Entre outras coisas, ele postou fotos com conte√ļdo obsceno. O casal foi processado e o caso foi encaminhado ao Estado do Tennessee, onde eles viram as fotos. O tribunal finalmente decidiu que o material n√£o era obsceno, de acordo com os padr√Ķes sociais da Calif√≥rnia, mas poderia ser descrito como obsceno com base nos padr√Ķes do Tennessee.

O livro de 370 p√°ginas inclui rica literatura grega e estrangeira, documentos da Uni√£o Europeia e organiza√ß√Ķes internacionais, uma lista de decis√Ķes e opini√Ķes de tribunais gregos e europeus e um √≠ndice alfab√©tico. E, √© claro, lista as ag√™ncias de resposta imediata nas quais os cibercriminosos e a Linha de Comunica√ß√£o Aberta SAFELINE 1154, estabelecida no √Ęmbito do programa Europeu de Internet Segura, podem recorrer. A linha aceita reclama√ß√Ķes de marca e an√īnimas. O trabalho de George N. Giannopoulos √© um estudo panor√Ęmico do vasto ciberespa√ßo, essa nova conquista humana, manchada pela delinqu√™ncia humana, dando ao legislador o direito de proteger tanto o direito √† liberdade de express√£o quanto o direito de proteger a honra.

Fonte: portal.kathimerini.gr